O ministro julga o AREsp monocraticamente, e, a depender do caso¹, pode julgar o REsp na mesma decisão² ou encaminhar o REsp para ser julgado pela 3ª Turma³. Aí vai depender do entendimento dele se se enquadra ou não nas hipóteses previstas.
Se ele decidir o REsp também monocraticamente, a Gazeta pode interpor Agravo Interno e levar pra 3ª Turma pra tentar a sorte com o Min. Humberto Martins e outros dois ministros. Ainda acho que seria muito difícil pra Gazeta reverter, mas nunca se sabe.
A matéria diz que o Humberto Martins é suspeito, mas ele não é obrigado a se declarar suspeito, vide os próprios ministros do STF, como o Gilmar Mendes, que é padrinho de casamento da filha de um grande empresário do setor de ônibus, mas decide favoravelmente ao mesmo, ou mantendo o presidente da CBF no cargo, sendo que a CBF tem contratos com o IDP, empresa de ensino do Gilmar.
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¹ Regimento Interno do STJ, Art. 253
Parágrafo único. Distribuído o agravo e ouvido, se necessário, o Ministério Público no prazo de cinco dias, o relator poderá:
² c) dar provimento ao recurso especial se o acórdão recorrido for contrário a tese fixada em julgamento de recurso repetitivo ou de repercussão geral, a entendimento firmado em incidente de assunção de competência, a súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça ou, ainda, a jurisprudência dominante acerca do tema.
³ d) determinar sua autuação como recurso especial quando não verificada qualquer das hipóteses previstas nas alíneas b e c, observando-se, daí em diante, o procedimento relativo a esse recurso.